Publicado por: sejaosol | Segunda-feira, 20/Abril/2009

O PODER DAS PALAVRAS

“Uma palavra descuidada pode provocar uma briga.

Uma palavra cruel pode arruinar uma vida.

Uma palavra amarga pode instilar o ódio.

Uma palavra brutal pode atingir e matar.

Uma palavra bondosa pode deixar o caminho mais suave.

Uma palavra alegre pode iluminar o dia.

Uma palavra oportuna pode diminuir a tensão.

Uma palavra amorosa pode ser cura e benção.”

AUTOR DESCONHECIDO.

Publicado por: sejaosol | Quarta-feira, 11/Fevereiro/2009

DUAS ESTRELAS

O Universo é imenso, misterioso, sempre em evolução e transformação.

A dimensão de cada planeta, a imensa distância de cada um -anos luz – não consigo imaginar o que seja isso. Parece algo muito, muito distante.

Por que tenho dificuldade de imaginar anos luz? Porque me ensinaram limites, tem limites para tudo. Tudo tem começo, meio e ….fim? No Universo não tem fim, tem continuação, parece uma lagarta que quando se pensa que morreu, se transformou e ficou maravilhosamente linda.

Sou parte desse mistério, sou feita desse material de LUZ, minha mente é perfeita e misteriosa e cabe coisa pra caramba. Guardo lembrança de quando tinha dois anos e testemunhei a vinda do meu irmão caçula chegando da maternidade. Brincava de boneca no quintal que fingia estar perdida na floresta. Só não me recordo de minha mãe grávida.

Hoje conto com quarenta e três anos e quantas recordações, lições, mensagens, tenho em minha mente, também me transformei, mudei, melhorei como pessoa, sou menos egoísta, menos apressada, menos nervosa. Enfim evolui e ainda tem espaço para mais.

Sou capaz de ler muitos livros no mesmo dia e não confundir as estórias. Minha mente é capaz de fazer tradução simultanea. Sou um Universo, pequeno, mas um Universo. Dentro desse Universo nasceram DUAS ESTRELAS, que mudaram completamente minha vida. Desde células, me fazendo melhorar a alimentação, no cuidado depois da saída da UTI, até os dias de hoje que me exige perseverança na educação para não falharem como seres humanos.

DUAS ESTRELAS muito desejadas, que me fazem rir, pensar, preocupar, sonhar e andar para frente.

As vezes minhas pernas não querem sair do lugar, minhas DUAS ESTRELAS me levam pelos braços com suas inocências, com a leveza de seus carinhos, dos sorrisos e do: Eu amo você, mãe!, então sigo em frente.

Olho para o CÈU e agradeço ao SER MAIOR que me agraciou com minhas DUAS ESTRELAS que fazem minha vida ser mais leve, mais responsável, mais regrada, mais preocupada com que MUNDO que vamos deixar para nossos filhos e netos.

Acredito que amor e educação, seja a chave para a qualidade de vida de qualquer ser humano. Por isso me doo para minhas DUAS ESTRELAS e sempre que posso para as ESTRELAS dos outros, que na verdade são nossos irmãos. Irmãos de Universo, irmãos de caminhada.

Publicado por: sejaosol | Sexta-Feira, 2/Janeiro/2009

SUPERAÇÃO

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A vida nos reserva surpresas… nos manda recado… nos acena … nos mostra.
Porém algumas (muitas) vezes ignoramos, ou estamos muito ocupados para ver, ouvir e pensar.
Quantas vezes passamos por situações difíceis e logo depois ela piora e então percebemos que não era tão difícil assim: “Agora é que está difícil!”- pensamos.
Algumas vezes ouvimos: “Nem tenta! Não vai dar certo!
Algumas vezes nem tentamos, ou tentamos acreditando que não dará certo.
Outras vezes tentamos, em alguns casos dá certo, em outros não, porém a lição fica!  Se não fizermos… nunca saberemos, afinal ninguém adivinha o futuro.
Uma vez assistindo um programa na TV, ouvi o depoimento de uma mulher dizendo que o dia mais triste de sua vida não foi quando descobriu que iria perder completamente a visão, mas quando ouviu, escondida, sua mãe desabafar com a tia que teria que cuidar da filha para o resto da vida, porque ela se tornaria inválida em breve.
Ela desenvolveu seu próprio método de sobrevivência, decorando as posições dos móveis da casa e o caminho para a escola. Com paciência e determinação se tornou independente e saiu de casa. Nunca pediu ajuda de sua mãe para nada .
Ontem andando pela rua observei um senhorzinho seguindo em direção à praia, penalizei-me ao vê-lo tão idoso apoiado nos braços do carrinho de bebidas que ele empurrava, e ao olhá-lo com mais detalhe notei que seus pés eram completamente virados para os lados de forma que se ele não apoiasse no carrinho não sairia do lugar, nem se manteria de pé.
Reclamamos de tantas coisas, mas se observarmos cuidadosamente, a vida nos mostra  que podemos superar separações, problemas de saúde, saudades, deformações, desilusões, falta de dinheiro e tantas outras. E que, afinal muitos já mostraram que é possível.
Superar para continuar… que venha 2009.

Publicado por: sejaosol | Terça-feira, 23/Dezembro/2008

NATAL

Pais nascem com os filhos, pena que alguns não conseguem crescer com eles. Ficam pelo caminho e se perdem no relacionamento. Só restando o lamento por não tê-los curtidos quando estavam por perto.

No Natal é possível que haja uma abertura para o momento da reaproximação, do entendimento e do perdão.

Todos somos passíveis de erro, carregar um caminhão de rancor e mágoa é desperdiçar o tempo que nos resta.

Todos sabemos que a vida é curta e rápida.

Passei minha adolescência evitando o Natal. Apostava sempre que seria ruim e como eu desejava acabava sendo mesmo.

Aprendi com o nascimento dos meus filhos que pode ser bom. Por eles comecei a enfeitar a porta, a armar a àrvore e cada ano pôr um enfeite diferente.  Passei a fazer algo especial para o dia e a sorrir com suas alegrias.

Dei uma nova chance para mim.

Publicado por: sejaosol | Terça-feira, 11/Novembro/2008

PAI

Encontrei Eduarda cabisbaixa, silenciosa e pensativa.

-O que houve Eduarda?

-Nada não! – e suspirou.

-Se não houve nada porque está assim? Triste, silenciosa, pensativa.

-Acho que é porque eu achava que deveria ser importante e não sou. Pelo menos deveria ser pros meus pais.

Sem querer interromper, ouvi em silêncio.

-Fui lá depois de meses sem vê-los, você sabe que moramos em cidades diferentes, mas não muito distante. – Fiquei lá conversando e quando fui me despedir para ir embora, descobri que meu pai não estava mais em casa. Tinha ido para a escola, ele estuda à noite, sem falar comigo. Na hora eu não liguei muito, mas aquilo não saiu da minha cabeça e eu nem tinha percebido. Dois dias depois foi que eu percebi o quanto aquilo me feriu. Ele não se importou com a minha presença e se foi sem se despedir.

Então suspirei, olhei-a nos olhos e calmamente disse:

-perfeição não existe! Somos o que dá para ser com a bagagem que carregamos…

-não dá para subir nenhum andar se pegar um elevador que desce…

-se quer subir, pega a tua bagagem e começa a se esforçar pela escada …

-a subida é lenta e a bagagem pesa mais a cada momento…

-então o que você faz? – olhei-a novamente e ela devolveu o olhar em silêncio, então continuei:

-se for racional, pára  … senta no degrau e começa a selecionar a bagagem que interessa realmente levar para cima …

-abandona o resto e retoma a subida pela escada mesmo…

-ficou mais leve … mas a subida ainda é morosa … o caminho é duro …

-daqui há pouco, você terá que repensar sobre o que está levando …

então pára de novo … reavalia a bagagem …  dado o cansaço, vai ver que ainda pode abandonar algumas coisas para melhorar o percurso ..
-a escala de valores mudou …
-e vai mudar mais ..
-a dinâmica da viagem,  as dificuldades do caminho vão ajudar a realinhar os valores … e a gente vai realinhando continuamente num exercício sem fim ..

-no final, chegando ao destino, vamos ver que poderíamos ter eliminado muita coisa desde o início …

-teríamos chegado bem mais rápido e sem tanto desgaste, mas o que determina o que se elimina?

-é a consciência … a sabedoria … e essas, só construímos ao longo do caminho … não tem jeito de fazer de outro modo ..
-resta a lamentação pelo que (ainda) não compreendemos … porque está fora de alcance … no momento!

Nos abraçamos e fiquei pensando como ela pode ser tão diferente, tão amorosa já que não herdou isso do lar. Minha amiga foi embora menos triste, mais pensativa. Fiquei ali… parada olhando para ela até virar a esquina e sumir.

Publicado por: sejaosol | Sábado, 4/Outubro/2008

DICA CULTURAL

Em 09 de Outubro de 2008, quinta-feira, estréia um curta metragem “O VACILÃO”, às 20:00 horas, no FERRY BOAT PLAZA, em Guarujá, litoral de São Paulo. A entrada é franca. Prestigiem.

O curta-metragem Vacilão, nova produção do Núcleo de Cinema da Casa de Cultura Baiano das Astúrias, vai estrear no próximo dia 9 (quinta-feira), às 19h30, no Cine 3 Ferry Boat Plaza, em Guarujá. O trailer do filme, escrito pelo jornalista Carlos Ratton e dirigido pelo cineasta Tony Valentte, está no Youtube, para quem quiser conhecer um pouco a produção, basta escrever “Vacilão, o filme”.

A obra aborda a violência urbana e foi gravada em Guarujá, São Vicente e Santos. Um dos bairros mais populosos de Guarujá, o Santo Antonio, por exemplo, ficou bastante agitado em função da participação, no filme, da equipe da Dublês Brasil, empresa paulistana que presta serviços para a área cinematográfica.Com uma fotografia pesada e com cenas chocantes, Vacilão contará a história de um jovem dividido entre dois mundos – o da criminalidade e o da educação. O filme também leva à reflexão se o meio onde se vive influencia na personalidade da pessoa. A produção tem como pano de fundo o caso da doméstica Sirley Dias Carvalho Pinto, que foi espancada por quatro rapazes em um ponto de ônibus na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A produção conta com patrocínio de diversos empresários de Guarujá e tem parceria com o Cine 3 Ferry Boat.

Publicado por: sejaosol | Segunda-feira, 22/Setembro/2008

CULPA

Muitas de nós carrega a culpa de trabalhar e dedicar pouco tempo aos filhos ou até mesmo ao marido.
Compreendo esse sentimento, eu mesma sofri muito desse mal.
A vida globalizada nos leva a pensar que o tempo é curto e passamos a nos comportamos como o “coelho da Alice” sempre preocupadas com as horas e dizendo: “Muito tarde, muito tarde!”
Muitas de nós, mesmo sem consciência, receia errar, ficar só, perder o controle das coisas e acaba por ignorar a própria capacidade, força e limite.
Sofre em silêncio, tentando manter todos o pratos rodando na vara num malabarismo sem fim.
Aceitar que somos humanas, que temos limites e que devemos olhar de frente os nossos receios, para ganharmos confiança e coragem, é um bom começo.
Todas as decisões tomadas foram necessárias naquele momento, naquele contexto, com os valores daquele momento, ponto. Ruminar o passado é penalidade máxima.
Nós devemos ter paciência conosco, mudar somente o que podemos e aceitar o que não é possível mudar.

Publicado por: sejaosol | Segunda-feira, 8/Setembro/2008

AMANTES

Vou e volto tantas vezes que me perco no caminho. Me encontro nos seus olhos.
Passo a mão pelos cabelos e pergunto o que estou fazendo.
Fico longe por um tempo, depois volto. Você é meu vício.
Seus olhos me procuram, os meus correspondem. São cúmplices independentes de nós.
Desisto de você infinitas vezes, mas meu coração me traí, minha mente me traí, meu pensamento me traí. São fiéis a você, não a mim.
Sua alma ardente e sensual é mais forte que minha resistência. E eu cedo.
Às vezes finjo não te ver só para você me procurar. É um prazer mazoquista.
Quando me olha e sorri me faz desistir de não te querer.
Queria entrar em seu pensamento. Saber o que sente por mim.
Só no pensamento se diz a verdade. Somos confidentes de nós mesmos.

Publicado por: sejaosol | Segunda-feira, 25/Agosto/2008

CARTA DE HABILITAÇÃO

Desejo não precisa de autorização, precisa de vontade, de querer.

Tem homens que estimulam outros homens para crescerem, para tornarem-se homens e deixam as mulheres para tráz. Algumas empurram a porta e exigem o mesmo tratamento. Outras oprimidas, deprimidas e tristes tornam-se submissas e diz que está tudo bem, acreditando no que dizem a seu respeito, sem questionar ou enfrentar. Levam a vida com o desejo morno, escondido, que nem elas sabem onde foi parar.

Meu pai é desses homens. Anda na frente ou diagonal, jamais ao lado.

Tirar a carteira de habilitação exigiu confiança e coragem que eu não tinha em dose certa, pois as lembranças perversas vinham a tona.
No dia em que pedi para meu pai me ensinar a dirigir ele trocou de lugar comigo e me disse imperativo:
-Liga o carro e sái! – e aguardou impacientemente.
-Como é que faz? O que eu faço agora? – perguntei segura de que ele iria me dar a mesma retaguarda que dera a meu irmão. Nunca prestara atenção “nesses detalhes”, mas desejava minha independência. Então ele tomou o volante e não tocou mais no assunto.
Não aceitei facilmente duvidar de mim, mas priorisei minhas necessidades e desejo, acabando por fazer a faculdade em vez de gastar com a carteira de habilitação.
Há homens diferentes no mundo os que enfraquecem e os que fortalecem as mulheres – os que consolam, devolvem a força e mostram o brilho. São homens que não temem nosso sucesso.
Então na faculdade conheci um desses homens. Não deu as costas, ouviu minha voz, iniciamos uma história.
Minha carteira de habilitação há muito foi conquistada e até meu pai pega carona comigo.
Conheço uma frase que diz que as mulheres escolhem homens que parecem com seus pais, discordo totalmente dela. Meu marido é o inverso, não se distancia.
Para homens como meu pai só resta o perdão, eles não podem dar o que não tem.

Publicado por: sejaosol | Segunda-feira, 4/Agosto/2008

EU

Olho para trás. Reviro minha vida. Olho minhas pegadas. São tantas idas e vindas que sinto vertigem.
Revejo meus colegas, meus amores, meu passado.
Desespero ao lembrar-me de alguns momentos, depois me acalmo ao ver como me saí: vigorosa e amadurecida – fôra necessário.
Tantos anos de vida, muita coisa passou. Impossível uma sinopse.
As turbulências do passado batem, deixando-me algumas vezes sem folêgo.
Quem sou?
O que vim fazer aqui?
Para que tudo isso?
O que me prende aqui?
O silêncio engole meus pensamentos. Minha vida é uma interrogação. Talvez uma miragem.
Procuro intimidade comigo mesma.
A intensidade dos pensamentos diminue e todo o meu corpo, então, relaxa.
Agarro-me à esperança e atravesso a alma com o Sol reabastecendo meu ser.

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